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24/11/2017

26 de novembro, falecimento do Bem-aventurado Pe. Tiago Alberione

Por Animação Vocacional

Tiago Alberione nasceu a 4 de abril de 1884, em São Lourenço de Fossano, Itália. Era o quinto filho de Miguel Alberione e Teresa Alloco. Porque nascera muito fraco e seus pais temiam perdê-lo em pouco tempo, o pequeno Tiago foi batizado pelo padre João Ferrero no dia seguinte a seu nascimento, na igreja de São Lourenço.

Quando o menino recobrou as forças, sua mãe, então com 34 anos, o levou ao Santuário das Flores para consagrá-lo à Virgem Maria. Um ano depois, por causa de problemas financeiros, toda a família de Miguel Alberione mudou-se para uma colônia agrícola perto de Monte Capriolo, no município de Cherasco.

No campo, trabalhava desde o amanhecer até à noite, aproveitando o máximo possível a luz do sol ou da lua cheia. Tiago tinha que trabalhar à noite e, tomado pelo sono, balançava o lampião para todos os lados, deixando os trabalhadores no escuro; a mãe tinha que repetir: “Tiago, a luz!” Nessa frase estava oculto um grande projeto de Deus: Tiago deveria, por toda a vida, irradiar luz.

Em Cherasco, Alberione frequentou a escola primária de 1890 a 1895. Nos três primeiros anos, teve como professora Rosina Cardona, “mulher muito piedosa, verdadeira Rosa de Deus, delicadíssima no cumprimento de seus deveres”. Como Tiago sempre a recordará com estima e gratidão, foi a essa professora que ele disse, iluminado: “Vou ser padre!”

Em 1896-1897, feito o exame de admissão, ingressou no seminário menor de Brá, diocese de Turim, onde completou o ginásio. No seminário, cultivou a devoção, eucarística e mariana. No entanto, os anos transcorridos no seminário de Brá conheceram também uma queda nos estudos e no comportamento de Tiago, tanto que chegou a ser mandado de volta para casa a 7 de abril de 1900, antes de terminar o ano letivo. Demitido do seminário de Brá, Tiago voltou a Monte Capriolo para ajudar a família; mas continuava a devorar livros e a meditar inquieto sobre o futuro. Seu pároco, padre João Batista Montersino, o aconselhou a voltar ao seminário, agora em Alba, onde Tiago entrou no outono de 1900.

A noite entre 31 de dezembro de 1900 e 1° de janeiro de 1901, foi decisiva para a vida e missão do jovem Alberione, que tinha apenas 16 anos. Permaneceu por quatro horas em oração diante do Santíssimo Sacramento, solenemente exposto na Catedral de Alba. “Sentiu-se profundamente obrigado a preparar-se para fazer alguma coisa pelo Senhor e pelas pessoas do novo século”, como escreverá mais tarde. Tiago Alberione respirava ar de espiritualidade evangélica, mas também sacudido pelos angustiantes problemas sociais, econômicos e políticos.

Em 1906, quinto ano de teologia, a 14 de outubro, foi ordenado diácono, e a 29 de junho de 1907 foi ordenado presbítero, aos 23 anos de idade. A 10 de abril de 1908, terminou em Gênova o doutorado em Teologia. Nomeado vice-pároco em Narzole, encontrou pela primeira vez o jovem Timóteo Giaccardo, que se tornaria o primeiro sacerdote Paulino e que seria beatificado por João Paulo II.

Padre Alberione, após o breve período de experiência na paróquia e como diretor espiritual do Seminário de Alba, assumiu em 1913, a pedido do bispo local, a direção do jornal diocesano Gazzetta D’Alba. A nova função veio ao encontro do seu ideal: evangelizar e fazer o bem com os meios que atingissem não só as pessoas que frequentavam as igrejas, mas também as que estavam distantes.

O Senhor o guiou nesse novo empreendimento. Os mesmos meios que propagam o mal devem ser usados para difundir o bem: levar o Evangelho a todos os povos, com os meios modernos de comunicação, no espírito do Apóstolo Paulo. Obedecendo a Deus e à Igreja, dava início, em Alba, a 20 de agosto de 1914, à “Família Paulina”, com a fundação Padres e Irmãos Paulinos.

Padre Tiago Alberione faleceu a 26 de novembro de 1971 e foi beatificado pelo Papa João Paulo II a 27 de abril de 2003. Sua festa litúrgica celebra-se a 26 de novembro.