Blog

03/05/2018

Maio, o mês mariano

Por Flavio Aparecido, Seminarista Paulino

Iniciamos o mês de Maio, fazendo-nos recordar a figura materna. A mãe de Jesus durante todo esse mês também é lembrada e venerada em diversas comunidades e famílias. Maria é aquela que se torna não só a mãe de Jesus, mas também a de todos os filhos da Igreja. É ela quem nos aponta para o filho, nos pedindo atenção a tudo o que ele nos disser. Maria, mulher simples e de obediência, aos poucos foi se revelando uma mulher forte e de esperança, que mesmo diante dos desafios e dificuldades não abandonou sua missão e abriu-se de forma total a graça e a misericórdia divina.

Maria é mulher do sim e da vida, pois ao longo da história poucas foram as mulheres que romperam com o preconceito e conseguiram participar efetivamente dos fatos e acontecimentos significativos de seu tempo, alcançando seus objetivos e ganhando o devido reconhecimento. Maria foi uma dessas mulheres, senão, a principal delas.

Ainda muito jovem, ficou noiva de José, que neste mesmo mês o celebramos na figura de operário, de gente que derrama o suor diário em busca da dignidade e sobrevivência, um homem honesto, que não tardaria em tomá-la como esposa. Vivendo na sociedade judaica, que estava sob a dominação dos romanos, onde a mulher pouco ou quase nada valia, esta jovem percebe, em um momento de inconfundível beleza, a presença de Deus em sua vida. Jesus Cristo, seu filho, quis assumir a condição humana e veio ao mundo para nos ensinar que o amor é o único caminho que, verdadeiramente, nos leva à felicidade.

Em tempos de desesperança e falta de ânimo de nosso povo em relação a diversos setores da vida, o papa Francisco em uma de suas homilias, trazia a figura de Maria como a mãe da esperança que impulsiona a viver a alegria do evangelho. Ele dizia que “a esperança é a virtude daqueles que, experimentando o conflito, a luta diária entre a vida e a morte, entre o bem e o mal, creem na Ressurreição de Cristo, na vitória do Amor. Escutamos o canto de Maria, o Magnificat: é o cântico da esperança, é o cântico do Povo de Deus no seu caminhar através da história. É o cântico de muitos santos e santas, alguns conhecidos, outros, muitíssimos, desconhecidos, mas bem conhecidos por Deus: mães, pais, catequistas, missionários, padres, freiras, jovens, e também crianças, avôs e avós; eles enfrentaram a luta da vida, levando no coração esperança dos pequenos e dos humildes.” (Homilia de 15 de agosto de 2013)

Deixemo-nos ser conduzidos por Deus através de seu Espirito e através do amor fraterno vindo de sua mãe, pois ao dizer a Deus “Faça-se em mim segundo a vossa palavra”, Maria revolucionou a história. Em seu silêncio, disse mais do que ninguém que é preciso lutar constantemente pela justiça, paz, liberdade, fraternidade e igualdade em nosso mundo. Ao abrir seu coração a Cristo, ela rompeu com as barreiras do egoísmo humano e nos ensinou que é preciso amar a todos, independentemente da raça, da cor da pele ou do credo.

Que Maria, mãe de Deus, rainha dos apóstolos, rogue a Deus pelas nossas vidas e necessidades. Amém.