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16/06/2018

O Reino de Deus

Por Pe. José Erivaldo Dantas, ssp

Que bom ter você aqui comigo! Quero convidar você para nos unirmos à multidão mencionada no evangelho. Vamos sentar e ouvir o Mestre.

Ouça, ele ensina por meio de parábolas. As parábolas são uma forma bem próxima de Jesus falar das coisas do Pai. Eu particularmente gosto muito delas, creio que você também deva gostar; afinal, é tão bom quando temos a oportunidade de ouvir alguém tratar de algo tão importante de uma forma tão simples e, ao mesmo tempo, tão apaixonada! Isso nos faz pensar e tirar as nossas próprias conclusões.

É assim que eu vejo Jesus falar, principalmente hoje. Olhe como ele se exprime, gesticula e apresenta o reino de Deus. Pode-se pensar que o Reino esteja muito distante, mas na verdade, ele está aqui, presente no meio de nós.

Olhe que bela comparação o Senhor faz. Você ouviu o que ele disse?

O reino de Deus é semelhante a alguém que espalha a semente na terra. Essa semente vai germinando e crescendo e, quando menos esperamos, a vida brota, e logo podemos colher os frutos. Com essa comparação, o Mestre está querendo dizer que, ainda que não enxerguemos a Deus diretamente, podemos ver e sentir sua ação na nossa vida. E isso é maravilhoso, porque o Reino é uma iniciativa divina e nada poderá impedir que ele se manifeste; seu crescimento não depende de nós, mas da graça e da bondade do Senhor.

Ouviu o que Jesus disse em seguida? O reino de Deus é como um grão de mostarda, um grão pequeno que, quando fecunda a terra, cresce e se torna uma das maiores hortaliças, à sombra da qual os pássaros podem abrigar-se. Com isso ele está dizendo que, ainda que as sementes do Reino possam parecer pequenas, são capazes de transformar as realidades do mundo, porque manifestam a grandiosidade da ação de Deus em favor da humanidade. E que nele nós podemos repousar para descansar das nossas fadigas de cada dia.

O dinamismo de Deus na história revela-se no anúncio do Reino feito por Jesus, que lança a semente e oferece aos homens e mulheres caminhos de salvação e de vida plena. Resta-nos saber se estamos aptos a acolher essa semente e permitir que ela frutifique em nós, para que a ação de Deus possa se realizar. Da mesma forma, somos também chamados a lançar a semente, para que encontre lugar no coração de cada homem e de cada mulher que, muitas vezes, se encontram desesperançados diante dos desafios da existência.