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17/04/2017

Juventude, esperança do futuro!

Por Iorlando Rodrigues Fernandes, ssp

Dirigindo-se aos jovens em uma de suas obras, o Bem-aventurado Tiago Alberione, fundador da Congregação dos Padres e Irmãos Paulinos, escreveu: “A juventude é o amanhã da vida”. Certamente o caro leitor já ouviu essa frase, talvez com alguma variante, porém com esse mesmo sentido, pois é comum escutar por aí, especialmente nas escolas, que a juventude é o futuro.

Os que acompanharam a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) do ano passado recordam o elogio que o cardeal Stanislaw Dziwisz, arcebispo de Cracóvia, fez aos jovens voluntários que ajudaram na realização do evento. Ao apresentá-los ao papa Francisco, disse-lhes: “Vós sois a esperança do futuro”. O pontífice concordou com as palavras do cardeal e acrescentou que, para os jovens serem a esperança do futuro, são necessárias duas atitudes: ter memória e ter coragem.

Com respeito à primeira, Francisco destacou que o jovem necessita ter memória do seu povo, de sua família, de sua história. Com efeito, ninguém surge do nada. Nascemos num país, numa família, numa cultura. Falamos esta ou aquela língua. Tudo isso não nos determina, mas influencia nosso modo de ser e de agir. Daí a importância de termos consciência de quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Essas três perguntinhas aparentemente simples, mas altamente filosóficas, para as quais buscamos constantemente respostas.

No que diz respeito à segunda atitude, o papa frisou que jovem precisa ter coragem de enfrentar os problemas e de continuar lutando, mesmo nas piores condições. Nem sempre é fácil enfrentar as adversidades da vida. Há pessoas que são verdadeiros heróis só por enfrentar o dia a dia, pois, diante das limitações que têm, até mesmo o cotidiano lhes parece desafiador. Cada um pode trazer à memória os tantos exemplos que conhece. Ao falar de coragem, o pontífice recordou o jovem que queria participar da Jornada, mas acabou vencido por um câncer. Para estas pessoas, cada dia tem sabor de vitória.

O papa Francisco terminou a JMJ deixando uma tarefa aos jovens: conversar mais com os avós e, na falta destes, com os idosos, a fim de se informar sobre o passado de sua família e de seu povo. Avisou-os de que serão cobrados por ele ou pelo próximo papa. Oxalá nossa resposta lhe seja altamente positiva.