Os inícios dos Institutos Paulinos

É desde 1908 que Pe. Alberione acalenta um projeto sobre leigos consagrados. O Código de Direito Canônico, promulgado em 1917 por Bento XV (1854-1922) não apresenta, no que concerne aos leigos, disposições especiais novas na Igreja. Eles aí entram como membros das organizações católicas e das fraternidades.
Pode-se dizer que, como para quase todas as congregações fundadas por Pe. Alberione, também para o encaminhamento dos Institutos paulinos de vida secular consagrada, ele é impulsionado por um documento do magistério da Igreja, neste caso por mais de um documento: a Constituição Apostólica Provida mater Ecclesia (2 de fevereiro de 1947); o “motu proprio” Primo feliciter (12 de março de 1948), ambos de Pio XII; a instrução Cum Sanctissimus (19 de março de 1948) da Sagrada Congregação para os Religiosos. Nestes documentos está sancionada a possibilidade de se viver a vida consagrada não só numa comunidade religiosa, também em pleno ambiente secular.
Pe. Alberione tinha um apreço especial pela pastoral e suas aplicações práticas. Ele considera primeiramente a Provida mater e, a seguir, as diretrizes do Concílio, como providencial oportunidade para ampliar o apostolado da Família Paulina, ao iniciar e confirmar os Institutos para consagrados seculares. Para isso não se deixa engambelar por discussões, que foram muitas, a respeito dos Institutos seculares e sua relação com os Institutos religiosos.
Depois do Concílio, os Institutos seculares se difundirão, embora o novo modo de vida deles ainda suscitará debates. Dois teólogos de relevo intervêm no debate. Hans Urs Von Balthasar (1905-1988), suíço de Lucerna, afirma que “o apostolado dos leigos atinge a sua expressão mais perfeita nos Institutos seculares, os quais são a máxima expressão do zelo apostólico do laicato a que pertencem inteiramente” (Em G. AMORTH, Características e documentos dos Institutos seculares, Edições Paulinas, Roma 1968, p. 37).
Karl Rahner (1904-1984), alemão, considera que “os Institutos seculares, em última análise, são Institutos religiosos porque têm a essência da vida religiosa: a consagração total a Deus com a profissão dos três conselhos evangélicos. A única diferença em relação aos religiosos é que permanecem no mundo (século), ou seja, há a diferença da secularidade” (Ib; p. 38).

Os inícios
Em 25 de janeiro de 1957, Pe. Alberione escreve e pede que seu secretário Pe. Antonio Speciale datilografe e envie às várias comunidades da Família Paulina o seguinte:
“Fruto do ano a são Paulo: 25.01.1957 – 25.01.1958.
Para completar a Família Paulina e seu apostolado pedem-se dois Institutos Seculares, conforme a Constituição Apostólica Provida Mater Ecclesia. Um masculino, e o outro feminino. – Deu-se um início modesto; sempre em Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida”.
Em uma anotação que remonta ao fim de 1957, Pe. Alberione exprime a Maria Mãe Mestra e Rainha dos Apóstolos, o empenho de encaminhar três Institutos para completar a Família Paulina: “Eu, vosso indigno filho, aceito de coração a vontade do vosso Jesus: completar a Família Paulina. Iniciarei os três Institutos: ‘Jesus Sacerdote’, ‘Nossa Senhora da Anunciação’, ‘São Gabriel Arcanjo’”.
Em 25 de maio de 1958, Pe. Antonio Speciale copia no seu Diário, extraindo do bloquinho pessoal de Pe. Alberione, a seguinte oração que ele escreveu quatro dias antes, estando em Alba:
“A Maria M[ãe], M[estra] e R[ainha]
Eu vosso indigno filho me entrego à santa vontade do Divino Mestre.
Mas tenho absoluta necessidade destas graças: fé proporcional, pureza de intenções, vocações, certeza de fazer, em tudo, somente a vossa vontade, as graças espirituais e materiais necessárias; os Cooperadores.

= Dois Institutos Seculares
 

“Firmais e avalizais vós, Maria, vós Jesus, essa promissória?
 

Conto convosco. Peço mil por um =.

Usai-me como a vassoura.
– Isso em penitência pelos meus pecados. Tudo para Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida.
– Glória a Deus e paz aos homens. Que todas as gerações vos proclamem e vos cantem bem-aventurada.
Jesus Cristo, mediador junto ao Pai; Maria, medianeira junto a Jesus Cristo”.

Pe. Ângelo De Simone, ssp.
Conheça os INSTITUTOS PAULINOS DE VIDA SECULAR CONSAGRADA:

Instituto Nossa Senhora da Anunciação (para moças)
Instituto São Gabriel Arcanjo (para moços)
Instituto Santa Família (para casais)
Instituto Jesus Sacerdote (para sacerdotes e bispos diocesanos)

Para informações, dirigir-se a: Delegado dos Institutos Paulinos – Via Raposo Tavares, km 18,5 – 05576-200 – São Paulo – SP
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da Redação

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