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14/07/2014

A mudança requer uma nova mentalidade

Por Francisco Gabaldino - Vocacionado Paulino

Em casa, na escola, no trabalho, na Igreja, sempre escuto que é preciso apostar em inovação. Concordo plenamente que é preciso buscar o novo para atender com mais eficiência os destinatários do nosso tempo. Porém, para alcançar as coisas novas, é necessária uma abertura de mente. Não dá para entender o que acontece hoje com a cabeça lá nos anos 1960. Isso também é válido para a nossa Igreja.

Sempre escuto alguns padres dizerem que os jovens não querem nada, não querem compromisso, não são responsáveis etc. Eles podem até ter razão, mas o problema maior está em aceitar o novo. O jovem que vem participar de uma paróquia, certamente quer uma oportunidade para cantar, tocar, participar da equipe de liturgia, quer ser coroinha etc. A questão é que quando o jovem chega, ele já enfrenta de cara a barreira do NÃO: não pode isso e não pode aquilo. Isso é horrível. Nenhum jovem está preparado para lidar com esse tipo de coisa.

Para que haja mudança na vida da Igreja, é preciso abertura de mente. Saber acolher as pessoas com os talentos e riquezas que elas têm a oferecer. A família também passa por esta situação. Os pais querem educar e formar os filhos sem levar em conta que estamos em outros tempos. Por isso muitas famílias entram em pé de guerra.

Acredito que é possível contar com os jovens em qualquer setor da sociedade, porque são responsáveis, fazem acontecer e podem dar o melhor de si. Para que isso aconteça, porém, é preciso que as pessoas tenham uma nova mentalidade. Cabe à Igreja e aos pais terem um diálogo aberto com os jovens. Esse é o caminho do progresso.

Como vocacionado dos Paulinos, peço que as luzes do Espírito Santo abram a nossa mente, para que sejamos mais acolhedores, amigos, companheiros e abertos em nossos relacionamentos. É nisso que o Papa Francisco tem insistido tanto. Esse é, certamente, o caminho que deve conduzir a nossa Igreja, de modo especial nesse momento em que ela se prepara para viver com alegria e esperança o Ano da Vida Consagrada.