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09/05/2014

Amor de Mãe

Por Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp

Alguém consegue explicar o amor de uma Mãe? Os poetas escolhem palavras bonitas e escrevem atributos edificantes, mas não definem o amor de Mãe. Os filósofos organizam os pensamentos e elaboram com precisão o raciocínio, porém se perdem nas reflexões sem dizer, afinal, o que é o amor de Mãe. Os sacerdotes afirmam que o amor de Mãe é igual ao amor de Deus. Acertam, entretanto não chegam a uma conclusão, pelo fato de entrarem no campo dos mistérios divinos. É que o amor de Mãe é profundo, surpreendente, incessante e sem medida.

Já que não podemos definir o que é o amor de Mãe, resta-nos mostrar algumas atitudes de amor que brotam do coração materno. A Mãe ama contemplando o filhinho recém-nascido e já o imagina balbuciando as primeiras sílabas, dando os primeiros passos desajeitados e esboçando o primeiro sorriso. A Mãe ama enviando para a escola maternal o abençoado fruto do seu seio. Embora sentindo uma dorzinha dentro de peito, ela sabe que precisa afastar-se dele cada dia por breve tempo, pois está em causa o seu crescimento.

A Mãe ama suspirando, enquanto deixa a filha partir para longe, em busca de trabalho e estudos. Ama permitindo que seu filho moço encontre uma pessoa amada com quem possa casar. Ama, sem cessar, quando seu filho, ou sua filha, lhe presenteia com netinhos simpáticos e bem-vindos. O filho, ou a filha, em qualquer circunstância, sabe que pode voltar e, de novo, usufruir do afeto que experimentou quando criança.

As portas do coração da Mãe continuam generosamente abertas também para o filho que pegou um caminho tortuoso ou errou na vida. Para este ela oferece o abraço caloroso, a palavra doce, o perdão sincero, o estímulo que projeta para uma vida nova. A Mãe ama no silêncio e na aflição; na alegria e na esperança.

O amor de Mãe é tão imenso e fecundo que somente Deus pode compreendê-lo. E recompensá-lo.