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08/05/2019

Maio, mês de Maria

Por João Fonseca, seminarista paulino

Por que celebramos o mês mariano? O que Maria significa para nós? O mês mariano vem coroar o tempo pascal, e comemorar esse mês é reconhecer o lugar que Maria teve e tem na história de nossa fé, viver com fé todas as devoções populares que surgiram do amor e respeito pela Mãe de Deus. Celebramos Maria por ser nosso modelo de fé, por mostrar o lado maternal da Igreja que escuta todos seus filhos sem distinção, uma mulher de tantos rostos que aparece para seus filhos de tantos modos. Temos em especial duas datas neste mês de maio para celebrar Nossa Senhora: o dia das mães, no qual lembramos de maneira especial a Mãe de Jesus e nossa, e também Nossa Senhora de Fátima, no dia 13 de Maio. Além disso, o mês se encerra com a festa da Visitação, quando tradicionalmente é feita a coroação de Nossa Senhora.

Em maio, as pessoas se esforçam para exprimir de modo autêntico e sincero toda a devoção a Maria, por meio de romarias, rosários e visitas a igrejas dedicadas a ela. É um mês especial para criar ou aprimorar nossa intimidade com a Virgem, assim como durante séculos várias pessoas de várias etnias e classes, de guerreiros a intelectuais, poetas e crianças exprimiram seu amor e suas devoções nos momentos de alegria ou tristeza. Podemos ver a intimidade especial que todos os povos da América Latina criaram em relação a Nossa Senhora, com suas devoções tão fervorosas. Maria virou uma espécie de confidente, a quem as pessoas, depois de uma dificuldade ou de uma situação complicada, recorrem. Não só para obter ajuda divina, mas também para aliviar o coração. Neste mês de maio celebramos também essa intimidade que criamos e que cultivamos com Maria.

“Eles creem firmemente que Maria os compreende e pode ajudá-los quando sofrem fome, quando não têm como cuidar e curar seus filhos doentes e vulneráveis. Ela está ao lado de todas as mulheres no momento do parto e do alumbramento. Ajuda quando o trabalho falta, quando os campos não produzem, quando o marido foi embora com outra mulher ou é alcoólatra e violento, quando as crianças se tornam presa da droga e do tráfico, quando a doença ameaça a vida e tantas outras dificuldades acontecem na vida cotidiana. Ela é alívio, compreende, ajuda e eles creem nela e a invocam.

Tem um rosto coletivo essa Maria e não apenas individual. Seu rosto é o rosto do povo. Nesses momentos duros e importantes, ela é presença compassiva e materna. E para ela o povo clama e grita seus desejos insatisfeitos, suas orações, seus medos, suas inseguranças. E a presença da Mãe se faz sentir ao seu lado.” – Maria Clara Lucchetti Bingemer