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25/05/2024

Trindade, comunidade de amor

Por Pe. Paulo Bazaglia, ssp

Na celebração da Santíssima Trindade, a liturgia propõe o final do Evangelho de Mateus, texto missionário em que Jesus ressuscitado encarrega os discípulos de continuar sua atividade.

A Trindade, perfeita comunidade de amor, é o modelo para todos os seguidores de Jesus, que têm no mundo a missão de constituir comunidades acolhedoras, onde se vive o amor fraterno.

Daí que Jesus envia os discípulos, e a nós hoje, com a missão de fazer de todas as pessoas discípulos, por meio do batismo em nome da Trindade. O batismo, que insere os filhos e filhas de Deus na comunidade cristã, ao ser feito em nome da Trindade santa, recorda a cada cristão que a unidade de amor existente em Deus é também um ideal para buscar aqui nesta terra. E isso só é possível porque, por força desse mesmo batismo, em nós habitam o amor do Pai Criador, a graça do Filho Salvador e a força animadora do Espírito Santificador, Espírito que nos permite recordar e atuar hoje o que Jesus fez e falou há dois mil anos.

É o Espírito, também, que nos impele a seguir o mandado de Jesus de ensinar a observar tudo o que ele falou, começando com o exemplo e a coerência da própria vida. O mesmo Espírito, aliás, que nos mantém na certeza de que toda a autoridade foi dada a Jesus e ele estará conosco até o fim dos tempos.

Celebramos a Trindade celebrando a perfeita comunhão de amor de Deus, celebrando nossa própria missão de batizados. Marcados que somos no batismo pelo selo do amor divino, com a vocação de vivenciar em comunidade o amor de Deus, continuemos abertos a esse amor, acolhendo a todos, sobretudo aqueles que são esquecidos ou abandonados. Pois não existe outro caminho para entrar na misteriosa dinâmica do amor de Deus, senão levando adiante nossa missão em comunidade, vivendo relações de gente transformada pelo amor infinito da Trindade.

Publicado em 26 de maio de 2024 – Liturgia Diária – Ano 33 • N° 389

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